São Paulo — A Fundação
Uma cidade fundada sobre um altar, um livro e uma amizade.
Documentário · Em produção
O filme
Em 1532, Martim Afonso funda São Vicente. Vinte e dois anos depois, no planalto de Piratininga, uma missa marca o nascimento do colégio de onde viria São Paulo. Entre uma data e outra, cruzam-se as histórias de um português, da filha de um grande chefe, do próprio chefe e de dois jesuítas.
Ler a sinopse completa
Em janeiro de 1532, após um ano de navegação pelo litoral, a frota de Martim Afonso de Sousa chega a São Vicente, e ali ele funda a vila. Serra acima, o planalto de Piratininga é terra dos Tupiniquim, e um de seus grandes chefes é Tibiriçá. Entre eles vive há anos um português, João Ramalho, unido a Bartira, filha de Tibiriçá, segundo os costumes da terra.
É dessa trama de laços que parte São Paulo — A Fundação. Em 1549, chega à Bahia Manuel da Nóbrega, jesuíta gago e de saúde frágil, à frente dos primeiros jesuítas do Brasil. Quatro anos depois, em São Vicente, ele decide transferir o colégio da Companhia para o planalto. No mesmo ano chega ao Brasil José de Anchieta, aos 19 anos. Em 25 de janeiro de 1554, festa da Conversão de São Paulo, celebra-se em Piratininga a missa de fundação do colégio, numa casa pobre de barro e palha.
Oito anos depois, a vila que cresceu em torno do colégio é atacada. Na defesa, ao lado dos moradores, destaca-se o velho Tibiriçá.
Com sete capítulos de animação, entrevistas com historiadores e imagens de museus, igrejas e caminhos históricos, o documentário conta como uma cidade nasceu em torno de um altar, de um livro e de uma amizade.
Capítulos
Sete capítulos, uma cidade
Sete capítulos animados em pintura digital, de cerca de dois minutos cada, conduzem o filme. Cada um entrega a história ao seguinte, de mão em mão, do mar ao planalto.
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Capítulo 1: Martim Afonso de Sousa
A cruz nas velas
Depois de um ano percorrendo a costa, a frota com a cruz nas velas chega a São Vicente, onde Martim Afonso funda a vila. Ali, conta a tradição, os recém-chegados descobrem que serra acima já vive um português.
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Capítulo 2: João Ramalho
Entre dois mundos
Ninguém sabe ao certo como chegou. Vive há anos no planalto, fala a língua da terra e se torna a ponte entre os portugueses e o povo de Tibiriçá.
Antes de
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Capítulo 3: Bartira
Um povo novo
Filha de Tibiriçá e companheira de João Ramalho, une nos filhos as duas margens do oceano. No batismo, recebe um novo nome: Isabel.
Antes de
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Capítulo 4: Tibiriçá
Batizado Martim Afonso Tibiriçá
A mão estendida
Um dos grandes chefes tupiniquins de Piratininga, Tibiriçá poderia fechar o caminho da serra. Escolhe estender a mão, e dessa aliança nascerá uma cidade.
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Capítulo 5: Manuel da Nóbrega
Um colégio na serra
Gago e de saúde frágil, chega em 1549 à frente dos primeiros jesuítas do Brasil. Em 1553, já em São Vicente, decide levar o colégio da Companhia para o alto da serra.
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- Manuel da Nóbrega chega à Bahia
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Capítulo 6: José de Anchieta
Hoje São José de Anchieta
Um altar no planalto
Tem 19 anos e o corpo doente quando sobe a serra para ensinar. Em 25 de janeiro de 1554, festa da Conversão de São Paulo, participa da missa que inaugura o colégio.
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- José de Anchieta chega ao Brasil, aos 19 anos
- Missa de fundação do Colégio de São Paulo de Piratininga
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Capítulo 7: O cerco de Piratininga
A última defesa
Julho de 1562: a vila está cercada, e entre os atacantes há gente do sangue de Tibiriçá. O velho chefe se ergue para defender o povoado que ajudou a erguer.
- Morte de Tibiriçá
Bastidores
As gravações começaram
Em 5 de outubro de 2026, a equipe montou o set entre as imagens de um acervo de arte sacra e começou a gravar as entrevistas com historiadores. São eles que dão chão à animação: contam o que se sabe, o que se discute e o que ficou nas fontes.
Créditos
Quem faz o filme
- Produção executiva
- André Sturm · Murnau Filmes
- Direção e roteiro
- Emerson José
- Animação e direção de arte
- Denis Russo
- Montagem e pós-produção
- Francisco
São Paulo — A Fundação