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São Paulo — A Fundação
Arte-chave de “A Fundação”: João Ramalho, de barba e cabelos longos e roupa rasgada, olha de lado em meio à mata, à luz do entardecer.

São Paulo — A Fundação

Uma cidade fundada sobre um altar, um livro e uma amizade.

Documentário · Em produção

1 minuto e 36 segundos, com som

O filme

Em 1532, Martim Afonso funda São Vicente. Vinte e dois anos depois, no planalto de Piratininga, uma missa marca o nascimento do colégio de onde viria São Paulo. Entre uma data e outra, cruzam-se as histórias de um português, da filha de um grande chefe, do próprio chefe e de dois jesuítas.

Ler a sinopse completa

Em janeiro de 1532, após um ano de navegação pelo litoral, a frota de Martim Afonso de Sousa chega a São Vicente, e ali ele funda a vila. Serra acima, o planalto de Piratininga é terra dos Tupiniquim, e um de seus grandes chefes é Tibiriçá. Entre eles vive há anos um português, João Ramalho, unido a Bartira, filha de Tibiriçá, segundo os costumes da terra.

É dessa trama de laços que parte São Paulo — A Fundação. Em 1549, chega à Bahia Manuel da Nóbrega, jesuíta gago e de saúde frágil, à frente dos primeiros jesuítas do Brasil. Quatro anos depois, em São Vicente, ele decide transferir o colégio da Companhia para o planalto. No mesmo ano chega ao Brasil José de Anchieta, aos 19 anos. Em 25 de janeiro de 1554, festa da Conversão de São Paulo, celebra-se em Piratininga a missa de fundação do colégio, numa casa pobre de barro e palha.

Oito anos depois, a vila que cresceu em torno do colégio é atacada. Na defesa, ao lado dos moradores, destaca-se o velho Tibiriçá.

Com sete capítulos de animação, entrevistas com historiadores e imagens de museus, igrejas e caminhos históricos, o documentário conta como uma cidade nasceu em torno de um altar, de um livro e de uma amizade.

Teaser

O primeiro teaser

1 min 36 s: cenas de animação e trechos da entrevista com um historiador.

Montagem de teste. O documentário está em produção.

Descrição do teaser

Uma frota de caravelas com a cruz da Ordem de Cristo nas velas navega ao pôr do sol. De perto, a cruz vermelha numa vela. No convés, sob a tempestade, um fidalgo português de gibão escuro se agarra a um cabo; depois se ergue, com a capa escura de forro vermelho ao vento. Entre as cenas, um historiador fala, sentado num museu, diante de um crucifixo.

Na areia, mãos dobram um barco de papel. Um jovem jesuíta põe o barco na água e olha o mar, por onde passa a frota. Entre o capim surge um chefe indígena de manto de penas vermelhas, que contempla o planalto com uma arma de madeira na mão. Uma onça na mata. Um homem de barba longa e roupa rasgada avança pela mata com um bordão. À noite, a onça vem em sua direção; assustado, ele o segura com as duas mãos. Uma jovem indígena, agachada entre as folhagens. Ao entardecer, um jesuíta de cavanhaque escreve na areia, e a onda apaga as palavras. O vídeo termina com a imagem escurecendo até o preto.

Capítulos

Sete capítulos, uma cidade

Sete capítulos animados em pintura digital, de cerca de dois minutos cada, conduzem o filme. Cada um entrega a história ao seguinte, de mão em mão, do mar ao planalto.

  1. Capítulo 1: Martim Afonso de Sousa

    A cruz nas velas

    Depois de um ano percorrendo a costa, a frota com a cruz nas velas chega a São Vicente, onde Martim Afonso funda a vila. Ali, conta a tradição, os recém-chegados descobrem que serra acima já vive um português.

  2. Capítulo 2: João Ramalho

    Entre dois mundos

    Ninguém sabe ao certo como chegou. Vive há anos no planalto, fala a língua da terra e se torna a ponte entre os portugueses e o povo de Tibiriçá.

    Antes de

  3. Capítulo 3: Bartira

    Um povo novo

    Filha de Tibiriçá e companheira de João Ramalho, une nos filhos as duas margens do oceano. No batismo, recebe um novo nome: Isabel.

    Antes de

  4. Capítulo 4: Tibiriçá

    Batizado Martim Afonso Tibiriçá

    A mão estendida

    Um dos grandes chefes tupiniquins de Piratininga, Tibiriçá poderia fechar o caminho da serra. Escolhe estender a mão, e dessa aliança nascerá uma cidade.

    –

  5. Capítulo 5: Manuel da Nóbrega

    Um colégio na serra

    Gago e de saúde frágil, chega em 1549 à frente dos primeiros jesuítas do Brasil. Em 1553, já em São Vicente, decide levar o colégio da Companhia para o alto da serra.

    –

    • Manuel da Nóbrega chega à Bahia
  6. Capítulo 6: José de Anchieta

    Hoje São José de Anchieta

    Um altar no planalto

    Tem 19 anos e o corpo doente quando sobe a serra para ensinar. Em 25 de janeiro de 1554, festa da Conversão de São Paulo, participa da missa que inaugura o colégio.

    –

    • José de Anchieta chega ao Brasil, aos 19 anos
    • Missa de fundação do Colégio de São Paulo de Piratininga
  7. Capítulo 7: O cerco de Piratininga

    A última defesa

    Julho de 1562: a vila está cercada, e entre os atacantes há gente do sangue de Tibiriçá. O velho chefe se ergue para defender o povoado que ajudou a erguer.

    • Morte de Tibiriçá

Bastidores

As gravações começaram

Em 5 de outubro de 2026, a equipe montou o set entre as imagens de um acervo de arte sacra e começou a gravar as entrevistas com historiadores. São eles que dão chão à animação: contam o que se sabe, o que se discute e o que ficou nas fontes.

Homem de camisa azul, sentado numa cadeira antiga, ouve com as mãos unidas; ao lado, um integrante da equipe, de camiseta preta, gesticula diante de uma grande luz de estúdio, entre peças de talha na parede.
Entrevista com um dos historiadores, entre peças de talha do acervo.
Corredor de museu com imagens sacras policromadas e uma placa vermelha na parede; ao fundo, sob um grande crucifixo, um homem sentado aguarda a entrevista; em primeiro plano, duas câmeras em tripé.
O set na galeria do acervo: o historiador ao fundo, sob o crucifixo, e as câmeras em tripé.
Câmera de cinema Sony vista de cima, montada em tripé; na tela articulada, a imagem do entrevistado sentado diante de um crucifixo.
Na tela da câmera, o enquadramento da entrevista: o historiador diante do crucifixo.
Imagem policromada de São Roque: manto de forro vermelho e túnica verde com ornamentos dourados; com uma mão segura o cajado e com a outra ergue a túnica, mostrando a ferida na perna; aos pés, um pequeno cão.
São Roque, peregrino, com o cajado e o cão: imagem policromada do acervo.
Ostensório prateado com detalhes dourados em forma de fachada de igreja gótica: a Virgem em oração no alto, raios dourados em torno da luneta e, na base, São Francisco de braços abertos junto a uma árvore e a animais.
Ostensório em forma de fachada de igreja, feito para expor o Santíssimo Sacramento. Na base, São Francisco.

Créditos

Quem faz o filme

Produção executiva
André Sturm · Murnau Filmes
Direção e roteiro
Emerson José
Animação e direção de arte
Denis Russo
Montagem e pós-produção
Francisco